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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, IDAS E VINDAS COM BOLSONARO

DUAS ÉPOCAS, UMA ANTES E OUTRA PÓS BOLSONARO

14/11/2019 às 11h12
Por: Pedro Francisco Fonte: Pedro Francisco
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Foto de Arquivo
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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, HISTÓRIA, IDAS E VINDAS COM BOLSONARO

 

Amanhã, dia quinze (15) de Novembro, ao completar cento e trinta (130) anos da Proclamação da República, tudo no Brasil passou por mudanças cruciais em tempos jamais visto em nossa História, após o “fenômeno” da eleição do Presidente Jair Messias Bolsonaro. Ele, eleito com cinquenta e sete (57.000.000) milhões de votos, com a percentagem de 55,134% dos votos válidos, se sobrepondo ao seu oponente político Fernando Haddad (PT) que obteve a quantia de quarenta e sete (47.000.000) milhões de votos, com a percentagem de 44,87% dos votos.

Pois bem, em toda a história da república brasileira nunca um presidente da república eleito trocou de partido, seja por qual motivo fosse, durante o exercício de seu mandato, em razão de uma dissidência ou debandada interna na sigla partidária.

 

Ocorre que neste ano de dois mil e dezenove (2019), surge uma situação atípica aos acontecimentos políticos nacional, contam os historiadores, estudiosos da política no Brasil, onde, em meio a uma disputa de poder interno em um partido político, o Partido Social Liberal (PSL), presidido pelo senhor Luciano Bivar, o atual presidente da república, Jair Bolsonaro, informou na última terça-feira (12/10) a sua retirada dos quadros de afiliado a sigla, pela qual chegou ao comando da nação brasileira, com o estrondoso volume de votos recebidos, bem como manifestou o presidente na possibilidade da criação de uma nova sigla partidária, onde certamente ele ou alguém de sua extrema confiança, seria o mandatário maior da nova agremiação partidária.

 

O atual presidente da república já está passando pela nona sigla partidária em sua carreira política, iniciada nos idos de mil novecentos e oitenta e nove (1989). Já o ex presidente Itamar Franco, trocava de partido com uma facilidade incrível, tudo ia dependendo de seu humor político, Itamar Franco, era o vice do então presidente Fernando Collor de Mello, o caçador de “marajás”, slogan, que o levou ao Palácio do Planalto, sendo o último partido de Itamar Franco o PRN, porém, quando se tornou presidente interino do Brasil, com o afastamento de Collor de Mello (1.992), este já não estava em sigla alguma. Consta nos anais da história, que em uma relação bastante duradoura, onde também houve muitas divergências e desavenças políticas, Itamar Moreira Franco se afiliou quatro (04) vezes ao PMDB, hoje MDB (15).

 

Durante a Primeira República brasileira (1.889/1.930), as coisas internas também não eram fáceis e constam fatos bastante peculiares em relação entre os presidentes e suas siglas partidárias. Por exemplo, em 1.893, exatamente um (01) ano antes de ser elevado ao a ocupar o Palácio do Itamaraty, no estado do Rio de Janeiro, a época, o senhor Prudente de Moraes, criou o Partido Republicano Federal (PRF), na ocasião, sem de desfiliar da agremiação política ao qual pertencia. (hoje não pode mais).

 

Com o advento da criação da Lei Orgânica dos Partidos políticos, no ano de 1.979, criaram-se possibilidades para a proliferação das siglas partidárias, que hoje, se encontram em grande profusão, terminando com o número reduzido de partidos, à época, o bipartidarismo.

Resta-nos aguardar o posicionamento do atual presidente da república, pois com essa sua atitude, sem dúvida irá criar-se mais uma enorme transformação e uma discussão política partidária, sem sabermos no que ocorrerá doravante.

 

De uma coisa os brasileiros poderão ter certeza, o Brasil terá duas histórias políticas a serem estudadas e contadas futuramente, uma antes da eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro e outra história, a história pós Bolsonaro.

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